Já andei por muitos sonhos acendendo estrelas .
Por mares desérticos , frias camas aquecendo ilusões .
Propus-me a rir e cantar empíricas volúpias ...
No meu olhar o brilho do luar roubado das madrugadas .
Mudando como lótus na superfície da água , Édipo espelho.
Brinquei de esconder com minha sanidade , genuflexo em prece .
Milhões de caminhos se abrem a minha frente misturando-me
Vivo como elementos de uma fabula trancados em uma caixa mágica .
Procuro pelas luzes roubadas do universo por teus olhos ...
Abrigo-me à sombra do coração que flutua no limiar da loucura
Desejos insones amanhecem alados sob as chuvas do passado Infatigável , deixo-me guiar pelo poeta em seu jardim de palavras.
A eternidade se finda , põe-se com o sol desnudando a lua, aflição.
Pedirei ao verso que me conceda o entendimento, empíreo sacramento.
A diástase do destino não impede a arborescência da paixão , luminescência.
As cartas escritas ao desatino retornam sem as respostas obsecradas .
Interno-me na obscura noite senhora dos entendimentos , mãe esclarecedora.
Mãos suaves tocam minha alma libertando melodias de encantamento.
Imolo-me na sagrada fogueira da saudade cujas cinzas alimentam o amor .
Na bolha de sabão em que viajo mora um arco-íris que guarda um tesouro
Fúlgida formula de minha ansiada felicidade
...
Você.
(AlexSimas)
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
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que lindo gemia *---*
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