sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Queridos!
Queridas senhoras! Vim por meio destas palavras avisar que, estou morrendo. Quando começar ou voltar a viver volto aqui. Vim sobretudo denunciar o que meus olhos já estão insistindo em mostrar. Também posso reclamar com os céus, quem sabe. Vim aqui, deixar bem claro que ainda estou morrendo, pouco a pouco. Quero mostrar o quanto meu coração começa a parar de bater, e essas batidas vão cortando minha carne e despedaçando cada pedaçinho do meu ser. O espelho está quebrado. Não existem mais reflexos, nem sangue. Este sangue de minhas veias escorre de meus dedos e a ignorância de meus olhos escondem a dor, escondem a irresponsabilidade de viver. Vim mostrar a vocês o quanto estou morrendo. Estão vendo? Ainda ouço risadas. Meus dedos estão tremendo e meu corpo caindo. Minha garganta gritando pedidos de socorro, porém, quanto mais grita, mais pedaços de vidros saem de dentro de mim e cortam, estrangulam e matam minha pulsação. Queridas senhoras! Em suma, vou dizendo as últimas palavras para regularizar os suspiros de agonia que por fim, se soltaram das gotas de ar que restaram.
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