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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Presságio.

Acometeu-me um passageiro presságio. Algo incompreendível e portanto, longe de se tornar real. Mensagens ocultas maquiadas pelo meu subconciente, ou talvez, inconsciente. Não sei o que acontece toda vez que fecho meus olhos e encontro os teus. Pensar em algo surreal é sofrer com acometidos enganos. Ilusões e desilusões. Sofrer o inacabado que de tão rápido passa e se quer, posso enxergar. Nos meus sonhos, posso fantasiar. Espero, do fundo do que há de mais verdadeiro em mim, que meus sonhos não enganem a minha realidade. Seria voar de mentira e a própria mentira não faz parte do que me formo. Formo -me em tortuosas tempestades. Podem ver? Eu vejo apenas pelo espelho. Como magia negra ou uma singela luz ao redor do mundo. Queria poder contar o tempo, correr ao redor do passado destino para reinventar o que talvez pudesse ser inventado. Não gosto da luz, me apavora o escuro. Nada faz sentido sem o brilho que emana uma luz diferente do teu sorriso. Como um ardoroso fogo que queima, arde, engana e desengana meus pulmões que sem teu ar, não deixa-me respirar. Crueldade intensa pensar no futuro e talvez não lhe ver tateando minha face e soprando meu ouvido. Sopro que me dá vida, sopro que pode me dar a morte.Nessas águas cristalinas que correm dos meus olhos, encontro-me sem sentido vagando por desertas ruas, implorando para que não soltes nunca minha mão. Não quero presságios inacabados e nem más intenções diante das circunstâncias que arrebatam o meu caminho. Quero pegar nos seus delicados dedos e acordar dos sonhos verdades para que nunca se tornem mentira. Acredito no destino e no inacabado futuro que ainda, pode-se acabar. No futuro que sendo acabado é construído ao passar das horas e do acordar. O acabado destino que transforma-se em degraus da vida. Que vida que preciso e necessito construir ao lado da única pessoa que consegue transformar o meu sonho mentira em minha realidade verdade. Nada de futuros maus presságios ou de lágrimas cristalizadas pelo vento gelado do inverno. Nada de pavores ou de recompensas falsas que tentam arrastar meu íntimo diante das trevas de um passado que não preciso presenciar. Quero futuros criados pelo passado feito com a única pessoa que teve a capacidade de tornar-me alguém digna de ser recompensada por um amor tão verdadeiro que presságio nenhum, ou destino nenhum é capaz de quebrar.

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