domingo, 26 de agosto de 2012
Nossos corpos.
Nossos corpos, o que são? Senão dois pedaços de alma recobertos pelo calor. Nossos corpos, o que são? Senão o pavor pedinte de amor, enaltecendo as pequenas gotas de suor que caem sobre nossa pele. Transformando. Misturando(-s). Amando-os. Nesses corpos sequestrados por nossa ousadia, digo a mim: Estou aqui e não darei a partida. Deixarei escrever em nossos corpos a verdade de nosso futuro tão (...) tão inesperado. E nesses corpos revirados deixo meu olhar como tinta. Voltarei! Sempre voltarei aos braços enlaçados e acolhedores teus, que ah! Me transborda carinhos. E esses corpos, o que são senão a noite envolvente com ela (lunática). Deixo meu corpo esta noite deitar na areia quente. Na morna, na fria. Deixe a noite cair em pedaços de chuva. Deixe meu corpo brilhar - mais uma vez- diante dos teus olhos molhados de paixão. Nos teus sonhos, esta noite, vou enlouquecer tua mente; Teu coração; Teu corpo. Me amarrei ao teu corpo e irei embora com o teu amor. Ou não. Deixa-me apenas amar-te por toda essa noite? Nossos corpo serão, então, (...) o céu negro e azul.
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