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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Escurecer.

Deitei-me ao vento. Para que? Não consigo sentir meu corpo que balança junto ao balanço erradio da noite. Sinto-o quase nada flutuando entre os pedaços de tempo; Batidos dos ponteiros de relógios despedaçados, enferrujados sobre minha janela. São quase pedaços de sonhos. São quase pedaços de realidade. Pequenos pedaços de areia branca; Desenhadas na lua. Refletidas no ar. Num fechar de olhos reluzente, me encontro num mar de ousadias. Num poder que em mim não há. Num criadouro de verdades mal ditas que meus olhos transbordam.Ao acordar, me vejo num eu intenso. Um que nem sei qual é, mas, ainda, meu corpo transporta-se entre os teus dedos. Dedos de vente gelado. Os mesmos dedos que escapam as areias lunáticas da mar. Os mesmos dedos que acordam-me no frio da noite e colocam-me para dormir. Pequena luz da noite,descanse meu corpo neste escurecer.

2 comentários:

  1. Olá, Bubuh!
    A melhor coisa de às vezes a gente "fuçar" em blogs que não conhecemos é a oportunidade de eventualmente nos depararmos com autênticas obras de arte, como é o caso deste teu tão tocante texto! Maravilhoso! Receba meus aplausos!
    GK

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  2. Olá Gk,

    Fico imensamente grata com o seu comentário. O melhor ainda de escrever é me surpreender com comentários como o seu. Aumentam a minha paixão, ainda mais, por colocar em escrito o que eu sou ou o que eu sinto. Obrigada! Espero que goste dos meus outros "eu"s , descritos aqui.
    BM

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