quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Ano que chega.
O ano acaba; Junto de meus dedos molhados de chuva, abraço meu corpo diante ao mar. Acabou! Um pedaço do céu mergulhado de insatisfeitos desejos mortos vão embora junto, ou melhor, de mãos dadas ao lado da brisa fria da noite. Meus dedos cansados e saudosos em escritas mal ditas encobrem meus adeus aos azarados medos. Minha língua cansada descobre os perdões aos dias em que deixei de viver. O amanhã virou hoje; Um novo ano de amores cuidados e sofrimentos perdoados. Desculpados de coração. Quando a lua amarelada e cinzenta recobria um pedaço negro do céu sem estrelas, o amor estalou meus ossos corroendo minha carne. Fogos percorreram distraidamente disfarçando o céu que gemia de dor. Assim, como meu corpo desmascarou todos os gemidos do ano que se foi. Assim, os fogos estalaram no céu e a lua sorriu com lágrimas. Um ano, quantos anos (...) Meu corpo se foi com alguma alma que jazia dentro de mim, vazia (...) Descompensada e aterrorizada fugindo entre as nuvens. Devoradora de sonhos, de frustrantes (i)rrealizáveis desejos. Minha alma, embalsamada junto aos medos foram deixadas no velho ano que passou. Num novo ar de dias, entrego-me aos deuses da felicidade para que rasgue-me os ossos e transborde-me em sorrisos verdadeiros. Num mar de amor deixo a paixão se realizar todas as manhãs e arder todas as noites. Como numa oração aos céus, peço a mim compaixão com as dores que podem ser vindas e mal chegadas. No meu colo amoroso, trago-me os bons pensamentos para que o universo dê-me momentos prazerosos e impensáveis. Ao novo velho que se foi agradeço pelo amadurecimento que ficou e as dores que se foram. Ao novo ano que chega, dou-lhe minha alma para que guarde-a até o adeus esperado. Entrego meu corpo para o amor e a minha alma para a felicidade a dois, o melhor, a três. Eu, ela e a lua.
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário