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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nós duas, sem regras.

Eu e você.
Lá fora preconceitos se esvanecem com o frio e o ódio. Aqui dentro há liberdade. Mais que isso, não menos, encontra-se amor. Amor no mais puro limite de amar. Amor com espaços lotados, nada de vazio. Ou melhor, vazio só o significado da dor. Sonho, aqui, diante do mais límpido e lindo destino de sonhar. Faço-me tua, inteiramente rodopiante entre teus olhos purpurinados de beleza. Eis-me tua aprisionada à liberdade ofertada por teu sorriso. Aqui, nada mais de esconderijos para nosso amor. Somos carne, desejo e imensidão. Somos alma. Somos sorrisos. Somos lágrimas de paixão. Assim, desconcertante imitador de sonhos bons atravessados em teus lindos olhos, novamente. Teus olhos, tua boca, tuas mãos, tudo misturado ao desafio de não poder estar contigo todo o tempo da minha vida. Eis-me eu, capacitada para amar. Amar no sentido de não mais sofrer e ser livre e voltar e continuar ao teu lado. Eu, sem medo, sem desespero, sem dúvidas do que acontece entre mim e você. Aqui, sou tua e sempre serei tua.
Deixo lá fora pesadelos inconstantes, estes, quais, adormeciam meus pensamentos e traziam fantasmas conscientes. Aprisionados, eles, dentro de um eu não mais eu. Aqueles, lá longe, não atrapalhem nosso amor. Pois, este nosso amor é purgante que arde e queima e vibra e tece os dias de alegria que oferta estando ao meu lado. Este teu amor que me enche de palavras bonitas fazendo-me embebedar de felicidade com teu beijo. Mas, aqueles lá fora que continuam reprimindo seus insanos desejos. Que continuem quebrando espelhos, pois, meu reflexo, este, não é amedrontado pelas palavras de raiva que caem sobre suas linhas tortas. Estou aqui, amando e respirando. Aqui, com meu reflexo urgindo de alegria e desejo. Aqui, longe de ironias e despejos. Longe da inércia de amar de acordo com as regras. Eu amo, amo da maneira que eu quiser. Apaixono-me e encanto-me de fulgor, de claridade, de paixão. Amo você com a pressa de te amar hoje e a calma de te amar para sempre.

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