Minha solidão está aqui ao meu lado agora, transformando minha alma em pedaços irreais e incomuns que ninguém pode perceber. Pedaços caóticos do meu ser congelado, atirado ao mar travesso, que congelam ainda mais naquela noite de luar. Irradiantes estrelas brilhantes mapeiam meus olhares vazios e vermelhos, que somem nessa névoa. Dentro de mim talvez reine a tranquilidade, a irreverencia de minha solidão por essa alma caótica, alma vazia , cheia de sonhos irreais e medos imperdoáveis que prendem meus olhares, que me prendem em minha própria prisão. Minha alma ainda congelada, alma perdida e precisa, alma desestruturada com sabor de terríveis limitações que agora aparece em meu olhar, no fundo do mais profundo do meu ser.
Bruna Mendes ( 26/03/10)
sexta-feira, 26 de março de 2010
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