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terça-feira, 23 de março de 2010

Minha alma ressoa naquelaa colina.

Minha alma parece estar vazia, e não há caminho que eu siga que possa melhorar. Minha alma parece não viver e eu pareço estar morta, deitada nesse chão gelado. Na primeira tentativa eu desisti e fui covarde, não aguentei o sangue passeando sobre meus dedos . Na segunda , minha alma não aguentava e a dor era demais que não cabia dentro do mim. Na terceira, eu te disse adeus. Todo o caminho é distante, todo o caminho que minha alma faz para chegar até a imensidão. Sou a areia gelada que toca o mar na noite de inverno, o fogo que anda se apagando com o soprar dos ventos , a chuva penetrante em cada manhã fria e gelada. Nem eu posso entender o que vive ultrapassando meu corpo ,minha alma parece ser tão fria como a noite de inverno, e as folhas caídas pelo chão. Nada é para sempre, e o sempre não existe mais, cada lua em pedaços junto com cada metade de meu coração despedaçado jogado ao vento suave, que bate nas portas fechadas da minha alma. Não sei o que vai acontecer nos caminhos impostos por meus olhos no amanhã seguinte, eu estarei provavelmente aqui em frente ao mar , ajoelhada e pedindo para que as palavras consigam vivenciar pelo menos um pedaço do que eu consigo sentir, em cada manhã e em cada noite que ainda está por vir, em cada frio e em cada calor que minha alma padeçe, em cada resmungar solitário do vazio que anda preso em meu peito que os sussurros nas colinas possam fazer os gritos coesistirem como ecos sobre o luar inexperado daquela noite de verão .

Bruna Mendes (23/03/10)

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