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sábado, 11 de setembro de 2010

Mulher.

Hoje, estou escrevendo como uma mulher. Muito mais do que eu era ontem e muito menos do que eu serei amanhã. Uma mulher um tanto realizada e com sonhos e objetivos pela frente, á alcançar. Tentei ser e aqui eu estou como se tivesse tornado uma pessoa que eu sempre quis, aquela que eu sonhei desde que era pequena, quando tentava organizar as idéias de qual pessoa eu seria capaz de me tornar em um futuro qualquer. As expectativas que criei ainda não foram alcançadas, menos, ainda foram menos, mas sei que daqui a algum tempo serão mais. Hoje, eu me sinto mais mulher, não mais ou menos pelo fato de corresponder as atitudes que alcançei, porque isso já tentei a atanto tempo que nem sei o dia que começei a dizer que já era uma mulher. Hoje, eu tenho dezoito anos e agora outras responsabilidades. Amanhã, tenho provas e daqui a algum tempo outras. Posso fracassar, assim como fracassei em muitos momentos de minha vida, mas uma coisa eu posso dizer e sempre repetir, nunca desisti de nada que tentei alcançar. Disse muitas vezes que iria acabar com todos os sonhos que estavam prestes a não acontecer nunca, mas eu não consegui, sempre e sempre eu vou tentar fazer com que aconteça, e por diante eu sempre serei assim. É uma dica, ou algo temperamental que eu digo, sempre ou as vezes. Li tanto sobre saber quem eu sou que hoje eu posso dizer que sou uma mulher sem saber quem sou e sabendo que eu sou alguém e mulher revivo a cada dia na esperança de achar algo que ainda não consegui encontrar mais que eu sei que existe. Foram caminhadas curtas, pois ainda sou jovem, porém as atitudes e o meio fazem com que eu deixe essa paródia de jovem e faça-me sentir como uma mulher. Destinada ao nada e destinada ao mundo, onde agarrei minhas vestes e criei os meus próprios fantasmas que depois, viraram amigas e se juntaram a minha alma. Sobre a vida posso dizer que ainda foi curta se comparada a tudo o que eu vivi e tudo o que eu sei que ainda vou viver, como a luz que entranha em meus olhos e saem de minha alma, como a escuridão que alcança o céu da minha noite e meus olhares vazios quando encontra o mártire da minha ilusão. Tanto que, nos piores pesadelos eu deixei escapar por uma brexa os sonhos mais lindos que continham com vestes e vestígius de terror. Sobre mim eu não digo absolutamente nada, cheguei até aqui e amanhã vou tentar chegar a outro lugar. Vou olhar ao meu futuro e rezar para que deus possa transmitir a minha a sensatez e a sensibilidade de poder ver o mundo da forma que nem todos possam ser capazes de ver, porque vejo além das palavras que aqui coloco, vejo além dos passos que caminhei e que caminharei até a montanha da minha liberdade. Existe liberdade? Talvez a liberdade me atormente, mas o medo de alcançá-la e a sensatez em penetrar minha alma neste medo, façam com que eu alcançe a riqueza que meus olhos escondem por dentro do vazio e da escuridão que se forma nas nuvens do meu coração. Digo que, as vestes da lua vão amarrar minha carne despedaçada esta noite, para que amanhã eu renasça com a luz do sol e diga te amo para quem eu realmente ame. Amanhã, eu serei mais mulher que hoje e depois mais do que ontem.

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