terça-feira, 7 de setembro de 2010
Sonho.
Estava eu - apenas sonhando com os olhos abertos e o corpo cansado caído sobre a estrada da ilusão - olhando o brilho do meu sonho. Na noite áspera e sombria do final do dia escurecido pelas paredes da dor da solidão. Gritei para o sonho, e ela olhou para mim, como se quizesse me dizer que nem sempre tudo é o fim. Apresentações, eu sou apenas mais uma e o sonho a minha estrela. Nome sugestivo e temperamental que me cega todas as noites escurecidas pelo prazer totalmente banal. Perdões lançados ao vento pela mania de prazer brutal, e a cada momento que fexava os olhos sentia a sensação do toque e do abraço do sonho que mais parecia pessoa. Toda noite sombria, ela me aparece, traz de novo minha vida, bate em minha janela. Apenas eu, só. Meu sonho tornava realidade os sonhos dentro do meu coração. Sentada sobre a luz do luar, a companhia da estrela pequena estava ali, a me abençoar. Como um conto de fadas, na floresta perdida, sentia como estivesse perdido toda a minha vida. Então, resolvi dormir novamente, abraçar o travesseiro que me cercava, e no dia seguinte tive a surpresa que eu tanto esperava, meu sonho me trouxe uma realidade, e ao abrir os olhos eu encontrei a mulher que eu tanto amo. A mulher que se tornou realidade, que tirou de mim toda a solidão que restara.
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