quinta-feira, 23 de junho de 2011
Me ajude.
Esta noite não consegui fechar meus olhos. Senti tanto meu corpo falecer lentamente que percebi o quanto a alma se torna corpo e quanto o sangue se torna dor. Meu peito arfava com a respiração que doia só em sair. Tudo doía. Só não mais que do que sinto quando penso que posso te perder. Ah sim. Se bem que estaria tão anestesiada que talvez nada doesse, quem sabe; Dor de dor desesperada talvez nem doa. Talvez mate. Novamente entraria nessa palavra mesclada com solidão. Me é necessário dormir com o peso da tua voz magoada rasgando esse meu peito que sim, já disse que arfa de dor. Menina, quero sempre te chamar de minha mulher. Quero gritar. Aonde está minha voz? Meu amor, me ajude a gritar. Eu não estou conseguindo olhar para o espelho e me ver, muito menos parar de chorar por você.
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