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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vida, morte.

A vida passa pela mente como algo sem sentido. Que covardia menina, nunca pensei que você seria capaz de fazer uma coisa dessas. Porque, depois que o telefone caiu no chão molhado por lágrimas, o corpo já nem mais obedecia. Sua mãe pedia calma envolvendo por braços cuidadosos, mas o corpo? Ah, o corpo tremia como se fosse perder as pernas, o braço, as mãos. Tão desesperada que o corpo pediu um calmante. E assim foi o primeiro, depois o segundo. O sono não veio e eu só assim queria chorar. Queria dormir hoje e não acordar nem amanhã, muito menos depois. Foram outros, mas os calmantes ficaram fora do alcance. Depois outro, outro, outro, outro, outro e outro. Aonde seu corpo estava? As lágrimas rolavam fracas pois já o corpo não tinha comida. Os olhos entreabertos sem luz gelaram os vultos de vida que caminhavam pela frente. Não havia lua, estava tão longe ... O corpo arrepiava a cada segundo. Os braços, pernas,mãos ... Aonde estava toda aquela força? A boca entreaberta continuava seca e a cabeça rodava com o zumbido. As lágrimas caíram enquanto eu dormia, mas infelizmente acordei.

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