quarta-feira, 18 de julho de 2012
Pontos.
Hoje estive lendo algumas coisas que escrevi ao longo do tempo. Percebi que existia muitas vírgulas. Vírgulas em lugares errados, erros de condordancia e português. Não liguei para isso. São meus sentimentos. Eles são todos assim, errados, colocados em lugares errados e embaralhados. Porém, percebi que as vírgulas são demais, sempre foram demais. Acho que estive precisando respirar demais para conseguir continuar escrevendo. Respirar demais. Demais. Aprendi na faculdade que a vírgula não serve para marcar a respiração. Serve para outras coisas que eu não vou explicar agora. Não ligo. Para mim a vírgula será sempre para eu poder respirar. Ultimamente eu estou colocando muitos pontos finais. Não sei o porquê disso. Acho que eles estão sendo mais suscetíveis aos meus sentimentos. A vírgula me deixa respirar, os pontos me deixam viver. Ah! Ando usando reticências demais também. Que coisa estranha (...) Uso vírgulas demais, pontos finais demais e reticências demais. Tá vendo? Como sou indecisa. Em tudo! Sempre me disseram isso. Tavez seja por isso que não consigo terminar nada, acho que é uma doença. Quem sabe daqui a alguns períodos na faculdade eu consiga entender essa parte. Enquanto a greve continua, vou ficar mais tempo sem saber. Vou continuar escrevendo assim. A vírgula me deixa pensar amsi um pouquinho. O ponto, me deixa viver A reticências? Me deixa falar o que eu nunca quero. O que eu nunca quero (...) Ah! Esse problema de pontuação desmancha os meus planos com meu próprio futuro. Meu português está péssimo. Estou até colocando a vírgula depois do "que". Isso nas regras é tao errado. Mas quer saber? Odeio as regras. Por causa das regras não posso dizer que meu gosto é diferente dos normais. Não sei, né? Ultimamente normal é ser diferente, uma modinha terrível. Mas eu vou continuar escrevendo assim, acho que nenhum professor de português anda lendo meu blog. Acho que posso, não posso? Ah, estou confusa e indecisa como sempre. Coitada da minha namorada, ela não aguenta minhas vírgulas e meu ponto de interrogação. E ah! Meu ponto final quando quero algo na hora. E nada de esquecer as minhas reticências quando faço birra. Desculpe amor, prometo que vou parar um pouquinho com isso, tudo bem? Só vou continuar escrevendo assim porque não sei de outra forma. Nem parece que estou escrevendo mesmo. Ah! O que eu faria sem vocês, meus pontos ?! (...)
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Oi, Bruna!
ResponderExcluirAproveitei as férias para visitar seu blog. É sempre uma surpresa maravilhosa para mim encontrar os seus textos, os seus sentimentos. Já disse outras vezes o quanto me identifico com eles.
Bom, quanto as vírgulas e pontos também já me perco no meio deles, mas eles também são minha salvação. Por isso escrevi (acho que vc já conhece):
Sobrevoo 447
4
Sobrevivo
em poesia
agarrando-me
às palavras
4
em desespero náufrago
sobrevêm-me as ondas
os estilhaços
as tempestades
7
e eu
me debato perdido
em meio ao ponto
pequena vírgula
entre hiatos
acentos
e poltronas
Quanto aos "professores", embora eu tenha me tornado um deles, concordo que há uma uma briga muito complicada entre a dita "norma culta" e a explosão de nossos sentimentos em palavras. Talvez, com o tempo, a gente concilie uma com a outra, mas entre uma e outra, fico, com certeza, com as emoções. Por isso os seus textos são tão encantadores!
ResponderExcluirBjs
Olá Flávio!
ResponderExcluirVocê e seus comentários são sempre muito bem vindo aqui. Gostei muito!
Sim, acho que já conheço. É tão bonito, tão bela sua poesia. Me identifico demais com os seus escritos também.
Quanto a pontuação, me perco um pouco entre elas. E agora mais ainda, já que troquei de faculdade. Eu esqueço que você também é professor. ( Imagina, você, professor, e ainda gosta do que escrevo.) Talvez com o tempo eu consiga conciliar, mas por enquanto é só sentimento, e eles são assim, meio assim, meu sei lá.
Obrigada! Espero você passar por aqui sempre que puder.
Que mensagem linda!! ^^
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