Me disseram várias vezes para nunca desistir de sonhos; Dos sonhos, de sonhar. Eu tentei durante anos. Tentei várias vezes e já escrevi centenas de palavras sobre isso. E, dizendo a verdade, estou cansada. Completamente cansada. Não sei, pode ser que muita gente não me entenda. E, várias pessoas acham que isso não é sonho nenhum. Podem não acreditar, mas eu sinto. Eu posso dizer que é. E, eu vi, estava lá, ouvi dizer que era impossível para quem não tenta. Nossa! Como eu tentei. Estou machucada, frustrada. Estou completamente sem saber o que fazer. São 7 anos e eu juro, tentei todas as vezes que tive oportunidade. Será que minhas oportunidades foram tão falhas assim? Cheguei a dormir na rua, em ponto de ônibus, em aeroportos, em calçadas que davam de frente a porta de hotéis. Talvez meu erro foi não ter tido dinheiro para pagar 500 reais e conseguir tirar uma foto. Talvez tenha sido esse o meu erro. E é assim, sempre foi. Eu corro de um lado para o outro, eu choro, chego em casa frustrada. Eu sonho e acordo vendo que não, não foi realidade. Se eu pudesse (...) faria o impossível. Mas esse meu impossível está relacionado ao dinheiro que não tenho para conseguir pagar uma foto. Não me digam que não tentei! E, ainda mais, todos conseguiram e eu fiquei aqui, para trás, com meus sonhos abertos em minhas mãos, criando asas e indo em direção ao nada. É tão difícil ter esse sentimento de frustração. Se eu não tivesse feito nada (...) Lembro da vez que fizemos uma Convocatório Kilométrica. Trabalhamos duro naquela carta, chegaram na minha casa cartas do país inteiro. Estávamos convictas de que entregaríamos em mãos. Ficou enorme, 50 km de folhas. Trabalhamos tanto, faltei a aula diversas vezes. Passamos noites inteiras colando, enrolando e organizando aquelas milhares de carta que parecia engolir meu quarto. No final? Não fui entregar! Só uma conseguiu entrar e entregar. Talvez por eu ter sido ingênua, sei lá. Lembro, também, das vezes que durmi no aeroporto. Passamos o dia inteiro. Eu não comi nada naqueles dias, água o bebedouro me servia. Quando a noite chegou, expulsaram a gente de lá. Famos dormir na rua até abrir novamente e podermos voltar. Quando eles chegaram lá, passaram por um lado que ninguém viu. De lá, fui para a porta do hotel. Não saíram de lá, era muita gente. E o show que fiquei acampada durante 2 meses? Ia para casa, faltava a escola e ia pra lá. Fora o dia que choveu demais e tivemos que dormir debaixo do ponto de ônibus. Eu pensava que daria certo, não deu. Ano passado fui novamente atrás, menos cheio porque aora eram fãs só de uma, não dos 6. Fiquei lá, estava tão frio, meu quexo batia incontrolável. Fomos dormir na casa de um menino que nunca vimos, de tanto frio que sentíamos. No dia anterior, voltamos. Ela saiu do hotel tão rápido, consegui gravar só os cabelos dela saindo, mais nada. Chorei demais. Muito! Fora os fã clubes que eu tanto fui presidente. Tantos encontros tive que marcar, cadastrar e tudo mais, achando que algum dia ganharia algum passe para conseguir. Mas não consegui, só os de São Paulo conseguiram. E eu em casa, frustrada, como sempre.
Estou tão triste que não tenho força para continuar. Eu lutei tanto! Não deu em nada (...) Não sei se posso lutar mais. Talvez hoje seja\ a última vez que tentarei, quem sabe.
E ficam me perguntando: Será que ela merece esse seu amor todo? Esse amor de fã que já parece loucura?
Mas ninguém sabe que em momentos difícies da minha vida, eu não tive ninguém para me espelhar. Foi naquele momento em que levantar da cama ou não, não faziam diferença para mim. Amigos tão longe do que eu havia me tornado, meus pais começando a me dar uma vida diferente da que eu sempre tive. Eu tinha 13,14 anos. Não encontrava nada para conseguir sair daquilo. Talvez não acreditem, talvez. Mas eu me identifiquei tanto. Fiz tantos amigos. Preenchi minha vida. Eu lembro, passava o dia inteiro com aquele som ligado, cantando e chorando (...) Foi um momento que eu nunca vou esquecer. Eu nem sabia quem eu era, tinha medo de dizer. Eu descobri e hoje consigo encarar o mundo que, antes, me mostrava preconceito
Caramba! Eu tento ter força pra continuar, mas anda difícil. Ninguém entende esse amor. Eu preciso conseguir, mas minhas forças estão acabando e eu não aguento mais.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
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