Em linhas passageiras,
escrevo-te meu amor.
Para seres meu encanto,
minha bela,
meu ardor.
Estejas onde estiver,
por entre teus caminhos.
Esteja pelo céu,
pela terra escondido.
Podes ser bem pequenino,
nestes mares de ouro fino.
Ou quem sabe bem grandão,
quando o medo dá-me a mão.
Podes ser de manhãzinha,
naquela terra adormecida.
Podes ser bem na noite,
no veleiro proibido.
Nosso amor será o campo,
e as flores amorzinhos.
A paixão será encanto,
e o brilho sempre bem vindo.
Tua alma será a guia,
nestas terras dolorosas.
E tua boca o vestígio,
do amor sem vingança.
Pois tu és o ponto firme,
do frio da noite.
És o arrepio quente,
das manhãs de primavera.


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