Que saudade eu tenho daquela mulher.
Esta suave e ligeira. Tão molhada de suor. Tão cheia de esperanças.
Que saudade eu tenho daquela mulher. Do intenso prazer. Prazer de duas carnes, juntas, ao amanhecer.
Que saudade eu tenho do teu sexo.
Que saudade eu tenho do teu esbravejar. Confundido com gemidos que fazia ao acordar.
Que saudade eu tenho da tua boca.
Tão cheia de prazer. Que me lambia entre os dentes, na manhã, na noite e no entardecer.
Que saudade eu tenho dos teus olhos.
Tão completamente! Que me comia de tão longe, de amor e tão prazerosamente.
Que saudade eu tenho dos teus suspiros.
Aqueles, acordando me de manhã. Na ponta do meu ouvido, retirando meu sutiã.
Que saudade eu tenho das tuas mãos.
Estas, tão quentes. Passeavam e meu corpo, assim, completamente.
Que saudade em ser tua.
Saudade do prazer que hoje, de saudade, só quer me matar.
Que saudade da tua pela, da tua língua e dos teus dedos.
Essas que me estremeciam a carne, me colocavam de joelho.


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