Quão difícil é este terreno, meu senhor: O terreno do amor. Transborda e reage cheio de fervor e ousadia. Mas que difícil é este terreno, meu amor! Qual pisamos noite e dia (...) Sem figuras e meio termo. Sem respiros pertencentes as virgulas reais. Cá estou, transbordando amor. Este amor que me cura, que me eleva e me testa até os sentidos mais imagináveis que posso sentir. E, aqui estou numa fome de amor tão entorpecente que vejo-me amando até mesmo meus olhos no espelho tampado pelas vestes do tempo e poeiras da vida. Cá estou, aqui, regida por meus passos um a um desenhados nas paredes do meu quarto de cabeça para baixo e sentido oposto a mim. Aqui, neste terreno que piso feito areia movediça que puxa-me para o abismo e reage aos efeitos passageiros que a paixão faz em minha vida, só transborda amor (...) amor, amor, amor (...) amor de minha alma. Amor de minha história. Por isto eu, nesta passagem tão parecida com as linhas ditas de meu destino, digo: que terreno difícil é esse , eim, amor? Feito cordas flamejantes num covil de pássaros, entrego-me à você feita um anzol sem cordas. Sou feita borboletas hoje. Estou perdida nestes caminhos insustentáveis do amor que me fazem suspirar e morrer de paixão sem respirar um minuto se quer. Ah! Que ousadia, coração. Que ousadia, essa paixão qual arde minha carne e acaricia meus cabelos num suspiro exasperado de clemência. Isso! Eu peço clemência e não instabilidades neste romance que transborda de meu corpo feito água flamejante. Ual! Eu quero a amar neste terreno, neste abismo, neste céu repleto de borboletas, neste fundo, neste mundo, neste exato momento e no futuro distante mesmo que a ponte até você seja cravejada de espinhos. Eu chegarei! Até onde meu coração der e até o lugar que ele precisa estar ... dentro de você.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário