domingo, 2 de janeiro de 2011
Minha escuridão.
Na escuridão do teu quarto, os sons das batidas do meu coração embalavam minha respiração e a ponta dos meus dedos acariciavam tua face, te vendo apenas dormir. Te percebia em meus braços, e meu corpo dava sinais de quentura. Minhas lágrimas contornavam meu rosto e bordavam minha verdadeira face. A angústia moldava meus suspiros e meus lábios a tua testa. Você dormia, como um anjo. Meu anjo. Quando a luz das estrelas iluminavam o quarto por uma brecha, podia perceber teu rosto, beijar teus lábios e acariciaar o molde da tua face, novamente, sem se quer parar. Sentia teu coração e o silêncio do nada. Você dormia, apenas dormia. Eu sentia teu coração, assim, a noite inteira, e você, talvez nunca entenda o porquê meus soluços tomavam conta do silêncio. Talvez nem eu entenda, quem sabe Deus.
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