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domingo, 2 de janeiro de 2011

Perdão.

Posso gritar? Alguém pode me ouvir?
A sujeira do nó que minha carne enlaça acaba matando minha alma
Sugerindo a mornidão de meus olhos
Eu grito por socorro, talvez possam me ouvir
Neste mundo sem sentido, alguém pode me deixar partir?
Peço para que me deixes vida, vou seguir
Talvez a minha morte, nesse exato momento
O rio clareia os sentidos diante de meus olhos
Então posso sentir o cheiro de meu sangue escorrendo entre os dedos
No espelho aliado a mim
Posso sentir a rachadura impune
Desconfigurando o reflexo de meus olhares
Abatendo a escuridão da fraqueza que a mim desmancha
Minha carne insiste em gritar por socorro, vou pedir o teu perdão
O perdão de meus olhos nos teus
Me chama demais a atenção
A morte que a mim apavora
Revigora minha solidão
O perdão por lhe amar demais
Amar demais e tirar a liberdade que queres
Por isso, peço-lhe perdão
Nada disso, eu prometo
Será em vão.

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