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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Leve-me minha lua.


Não vejo cores distantintas ou normais, ou coloridas ou amareladas. Vivo em sonhos, em pesadelos, em corrida com o destino que insiste em desviar meu caminho. Senhor, vivo em pesadelos diários agora. Não quero amor ... não mais amor. Nada mais de amor. Quero solidão diária, cigarros meio usados e vinhos empilharados em meu sangue. Não quero inocência nem criar asas. Quero outro cigarro! Quero outro espelho. Quero outras palavras de silêncio que me dirão o que fazer. Não quero mais braços, nem abraços. Não quero mais dor nem esperança nem restos de mim. Fui ... não quero ser mais. Que seja frio, que seja apenas sendo ... Você, minha grande lua pequena, não quero que me deixe nunca, se puder, leve-me contigo. Leve-me contigo entre o espeço decaído, entre o céu negro espalmado, entre sua solidão. Leve-me para as montanhas, para o preto e branco, para o verde desbotado. Leve-me para longe daqui ... para mais longe de mim. Leve-me para longe de mim, eu lhe imploro agora.

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