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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Leve-me.

Senti a sua voz tão dentro de mim que lamentei milhares de vezes pelo que está acontecendo. Não sei a que se confunde a toda essa dor. O teto me engoliu e o chão me cuspiu. Me levou para longe, longe ... não quero que a noite chegue. Não quero ver a lua esta noite pois chorarei por você. Não quero olhar o céu esta noite pois morrerei por você. Não quero me olhar no espelho esta noite pois enchergarei você. Estou indo ... estou indo, vento. Estou indo, tempo. Estou indo, vida. Voltei, morte. Não quero ficar sozinha comigo. Leve-me!

Um comentário:

  1. A morte talvez seja irmã inconfessa do Amor, pois em cada uma delas, há o abandono de si mesmo e o silêncio como a única e sublime linguagem.

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