
Estes segredos já não são mais meus (...) Minha boca, minha pele, minha carne, minha alma, minha vida (...) não as sinto. Não sinto nenhuma parte de mim, tanto que talvez tenha se perdido dentre as névoas deste escuro dia. Estrelas malvadas e lunáticos medos. Lunáticos sonhos mesclados de grandes fantasmas. A vida mesmo não minha, faz parte de mim. E essa ousadia de olhar-me e não vê-me chegou a ser cruel e misteriosa. Misteriosos como meus olhos andam diante do céu. Misteriosos como voam meus segredinhos por aí. Entreguei à lua meus mistérios para que os resolva antes que eu consiga. São fortes demais para mim. Difíceis demais para que aguente. Aguente-me, lua. E se eu for lunática para o sempre que seja eterno. O eterno eternizado entre o brilho dos teus mistérios misturados aos meus. Abraços, carinhos (...) Dei-me, lua. Sou tão tua lunática como escrava. Sou um pedaço de mim e um pedaço de ti. Sou o todo de algo que não sei e de quem não sei ser. Sou teu mistério, nem minha. Não sei. Estou perdida no teu espaço, jogada ao vento, à vida, à ti. Solidão!

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