
E se a vida me acordar esta manhã com o sopro da morte em meu rosto vou levantar e me libertar do medo da liberdade. E se o corpo do medo tocar minha pele e arrepiar o meu corpo, vou pular dentro de minhas incertezas que pulverizam todas minhas certezas. E se o estrelar no céu se deparar com meus olhos murmurando a melancolia, vou levantar e me erguer do chão gelado ou do abismo existencial que se formou em meio ao nada. Ao meu nada. E se o medo em ter medo acabar com minhas esperanças vou sorrir com meu sorriso inerte como o que nunca tive. E assim, a vida me recompensará quando o sol for capaz de queimar minha pele, encher a escuridão que ronda meus olhos com a falta do cansaço de levantar a cada vez ou talvez conseguir sem ter conseguido. E quando minhas mãos encontrarem a rachadura do reflexo do que eu sou, minha alma perdida, meu gritos de pavor transformarão os gemidos de dor e de medo que figuram minha solidão em vestígios de um passado que me fez amadurecer e viver essa morte vivida.

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