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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Em tuas mãos.

Me deito entre os teus braços e em tuas mãos eu adormeço. Vejo-me em tuas costas debruçada, num voar eu enlouqueço. Dentro de ti me arremeço (...) virando mais tua que minha. No caminhar solitário destas mãos encosto na tua; Agarro um grande emaranhado de teus beijos molhados; No calor te percebo. Caminho, agora, nas ilhas solitárias; Cheio de gritos, de lágrimas, de pavor. Quando me pegas em teu olhar, viajo em cima das águas; Me crio; Me deito; Me encontro em teu pesar. Me seguro em teu brilho, tão doce encanto. Tantos desejos fundidos em ti,co(n)fundidos em mim. Longe de meu pranto desesperador. Eu adormeço com a tua imagem ao lado de minha cama; Imagem-alma, que acalenta, acarinha, encanta. Tua imagem serena com os olhos palpitando e as mãos entrelaçadas em meu pescoço num encanto. Leio-te como passagens de poemas belos; Relendo, franzindo, descompensando. E num olhar pavoroso de medo me abre os olhos e vê-me ao teu lado, tão apaixonada e com risos de ousadias. Eu digo em teu ouvido palavras sinceras, como num sonho de realidade inundado de esperanças. Viro menina tão desolada, me sinto uma princesa demais encantada. E no teu silêncio eu respiro de prazer. Sou tua mulher, tua menina, o que quiseres de mim, fazer.

Um comentário:

  1. Cada dia que passa eu te amo muito mais. Quero continuar lhe proporcionando isso tudo que escreveu e muitas coisas novas.

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