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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Noite fria.

Na fria noite, me encontro no final do inverno. Falta pouco, a primaverá invadirá. Choros vazios se misturam com lágrimas tortas. Perdões arrependidos descem cascatas em imploração. Nesta noite tão fria, num abraço acolhedor, me desmancho entre abismo de um beijo procurado. Entre os lábios macios, deveras ver, tão molhados e frios, que vou lhe conceder. No frio, encontro o teu calor. Nos corpos acalentados pelo desejo e ardor. Nesta noite fria, sinto a água tão forte do desejo que peço para matar aqui a minha sede. Quando aqui, nesta esperada primavera, as flores chegarem tão límpidas, espero o teu beijo para do meu choro de frio, transformá-lo em lábios quentes de primavera.

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