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domingo, 16 de setembro de 2012

Passos irreais.

Queria eu poder andar nas nuvens. Que bom seria poder voar dentre as névoas da montanha. Encontrar um pranto adormecido de amores escondidos. Nas cavernas, durante o anoitecer, procurar abrigo. Nos picos mais elevados, criar e lutar contra fantasmas terroristas. Quem dera poder, eu, boiar em cima da lua. Em baixo das estrelas, sob o sol nascente. Quem dera poder, eu, colorir as estrelas. A lua, deixo-a com o brilho eterno. Brilho que tanto atrai as minhas forças para voar. Quem dera poder, eu, escrever linhas sem sentido, palavras abstratas no meu céu. Porém, vejo-me em um céu tão repleto de pinturas colorias que (des)água a chorar diante de mim. Um céu de entrelinhas repletas de lágrimas azuis. Um céu de criaturas criadas aqui. No bater do relógio, acordo. Acordo sem saber se o quem dera foi verdade. Sem saber que o inesperado foi encontrado, sem saber que a realidade está num sonho improvável. Grito ao acordar para que eu me ouça. Mas veja bem: Eu não consigo escrever nesse céu quando acordo. Talvez, entenda-me, o medo da realidade acabe com a força do sonho. Desse sonho que quando sonhado, é imbatível. Espero (eu) que esse desejo de ralidade seja descoberto. Espero (eu) conseguir desenhar em realidade um começo de força. Sem medo, sem criaturas. Mas quisera eu, acordar sonhando. Quisera eu, acompanhar os meus passos na areia. Quem dera se eu, tão real, pegasse nas mãos do vento e caminhasse em direção à lua.

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