quinta-feira, 18 de abril de 2013
Ousadias em tempos.
Não sei muito bem o que pensar. Não sei nem exatamente o que sinto agora. Contudo, olho-me dentro de um espelho tão sujo que não sei se sou assim ou se a poeira da vida já consumiu o meu sorriso. Ora, ora. Grande caso cruel para despertar-se entre as muralhas escondidas sobre meus pés. Tenho certeza do que senti (...) e o que sinto completa a minha alma que antes, vazia, nem se quer soletrava algum tipo de felicidade. Andarei pela estrada ... Quantas ousadias estou fazendo comigo mesmo, eim?! Em uma ambiguidade comumente inesperada, transgrido-me a vento certeiro. Outra ousadia, meu Deus! Consegues escutar o meu pranto? O meu canto? O meu chamado? Escurecidos caminhos denominado vingança, cerca meus olhos numa maneira infiel. O que quero dizer agora? Infiel comigo mesma? Que nada ... isso tudo está perdendo a graça. Me sou de uma maneira que não queria ser. Traduzida em sons e sonhos que eu se quer, queria sentir. Sensações grotescas ao meu ver, vida. Gostaria, então, propor um trato entre o mim e o eu que você conhece muito bem - de vez em quando muito melhor que esse outro eu -, intervindo em uma vida que eu nem me meto a desvendar. Vamos lá, então?! Comece dizendo-me onde anda os pedaços de suspiro que taquei ao vento; O sorriso que deixei no espelho quando sai de casa hoje logo pela manhã. Que amanhã, eim tempo? Quantos momentos terei que suportar por causa de você? Estou de saco cheio de dialogar com as horas que aterrorizam os meus sonhos e largam as minhas mãos pedintes de carência. O pior, suspiros lançados ao vento que antes era o eu próprio de ser. Esse vento que, meu senhor tempo, taquei as migalhas do meu sorriso. Preste bem atenção, tudo permanece confuso nessa maneira mental de pensar. Lunática a ponto de viver. Quase lúcida a ponto de dormir. Ora, ora. Quantas horas terei que dizer para conseguir fazer as pazes contigo, tempo? Tempo, vida, vento, horas ... esqueci de fantasiar o eu e esti-lo com esperanças verdadeiras. Sem isso, sem nada de conceitos de verdadeiro ou falso; De certo e errado; De bem ou mal. Talvez eu seja o bem, ou mesmo, talvez eu seja o mal. Ultimamente ando tão confusa que nem sei mesmo se sou isso ou aquilo. Grande ou pequena. Morta ou viva.
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário