Óh Deus, que verão mais frio
Que sol mais gelado
Que areia mais dura
Óh Deus! Sou mera amante
Do destino ocupante
Da ousadia em mulher
Óh Deus! Meus passos errantes
Poderios perdurantes
Do mais puro prazer
Óh Deus! Meus gritos de pavor
Minhas lágrimas de horror
Minha sede de amor
Óh Deus! Cadê a minha esperança?
Nos olhos de criança
Que um dia se matou
Óh Deus! Revivo os meus lábios
Para palavras errantes
Quem sabe do meu ser
Óh Deus! Cadê a irmandade
O amor, a igualdade
Nesta vida tão banal
Óh Deus! Há gente morrendo
Vidas corroendo
Fogo ao amor
Óh Deus! Dei-me força
Para encarar os homens
Que destroem a vida humana.
terça-feira, 30 de abril de 2013
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