terça-feira, 13 de agosto de 2013
Nova Solidão.
As vezes nem é tanta solidão assim. É só um pouco da parte de estar sozinha dentro de mim tão eu quanto a solidão tão nossa. Um pouquinho de solidão que faz parte do sorriso feito do lado contrário ao sorriso verdadeiro. Tão só que, apenas, eu posso sentir. Num lado verdadeiro, num lado qualquer falso, estou aqui frente a você - solidão própria. Por isso, não deixe-me sozinha, solidão. Preciso do seu abraço essa noite; Preciso-te; Quero-te; Desejo-te como nunca havia desejado neste meu mundo imaturo de sentir ao inverso. Aquém, alguém, um ou outro pode até nos dizer um pouco de realidade transbordada de incansáveis linhas desastrosas. Se, hoje, são lágrimas; Se, ontem, foi sorriso ... admito-me de mãos entrelaçadas com essa solidão tão cruel que dá-me vontade de recriar essa natureza inerte a vida. Sim, qualquer lugar em meio ao deserto de uma solidão duradoura que faz-me ser dependente. Sim, dependente dessa solidão tão minha. Minha, apenas minha. Palavra tão minha que torna-se de um certo ponto, completamente chata. Assim, como eu nesse mar de linhas sem fim. Nesse mar de atitudes finitas de pavor ... Tudo bem, queria gritar para ti, solidão. Queria chamar por ti, também, solidão. Porém, hoje estou sem voz. Estou afogada em lágrimas de desespero. Por isso, solidão, é preciso não ser dependente de companhia. Preciso lembrar que existe você e que, nunca, vai abandonar-me. Eu a criei, solidão, este noite, na manhã seguinte, no próximo futuro, serás aquela que sempre existirá nesse meio particular de viver dentro de mim.
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