Houve um tempo em que esqueci de mim. Esqueci tão completamente que, nesta noite, senti uma saudade irrevogável. Meu peito esteve cheio, ou melhor, quase inundado de um ser que não eu. Ora! Esta noite respondi aos meus desejos. Esta noite relembrei meus sonhos. Esta noite encontrei-me comigo. Para os que não sabem (...) sou feito de amor. Sempre fui. Um amor tão imenso que até, por incrível que pareça, despedaça minha alma como flores em época de outono. Sim! Sou tanto amor que esqueço de me ser, às vezes. Porém, hoje vejo-me renovado (...) Cada noite entrelaçado com cada dúvida trouxe o eu hoje até aqui. Então, o que será esse meu eu hoje? Sinto-me imerso num mar de sonhos. Sonhos estes que estão mudando de forma. Mudando de percepção (...) Como nuvens que aparecem num céu de cores brancas. Sonhos estes que aparecem no lugar da dor. Revigoram minha alma. Sonhos estes que enxotam a tristeza e a melancolia e a angústia cruel. Até que (...) posso sorrir. Relembrando o que sou, visto-me com as lindas cores do amor. Retiro de mim toda a crueldade do medo e agora, horizontes aparecem-me como um olhar de esperança. Esqueci de ser eu, porém, nunca deixei de ser amor. Nesta linda confusão detenho-me a dizer que: Nada em mim transborda mais que isso. Isso! Sou isso; Sou amor. Porém, hoje lembro-me de me ser dentro do meu amor, amor de mim (...) amor pela minha incrível alma. Hoje sou amor misturado a sonhos. Sou amor mas também sou poesia. Sou o endereço da superação e o caminho desviante da dor. Sou a ousadia contra o medo. Sou o futuro da volta por cima. Sou eu, o futuro de mim. E, por fim, nesta noite encontro-me em mim num lugar de sonhos rumo à esperança de um amor sem fim. Um destino meu repleto de sorrisos e promessas fazem-me voar este dia. E meu olhar (...) Este eu deixo para o universo conspirar ao meu favor.
Léo Mello.

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