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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ciúme.

Recostei minha cabeça na parede, e não sabia que meu corpo iria morrer tão lentamente. Minhas lágrimas ficaram amargas e minha pele fria, como se eu não pudesse sentir o calor que os raios solares insistiam em bater na minha janela. O vento não existira, mas o gélido do ar sim. Eu não conseguia respirar e meu coração estava apertado, assim como minha vida ficou . Não havia mais chão e eu estava flutuando de mãos dadas com os fantasmas que alimentavam os meus sonhos. O espelho estava quebrado, e meu travesseiro encharcado pela dor e pela minha melancolia. O mundo passou a ser divido entre amor e dor, entre luz e escuridão, entre caminho e perdão, e eu me vi ali, diante da escuridão dos meus olhos .. da minha alma. Minha alma transbordada pelo veneno que eu mesma plantei em mim, e meu sangue escorria por entre meus dedos, como a água do mar que eu ousera em tocar , e as góticulas da chuva que haviam molhado minha face. Meu choro manso era desesperador com o passar do tempo e o dia havia virado noite. Minhas mãos estavam fracas .. fracas assim como meu corpo que estava completamente morto. E a morte tinha vindo para me buscar. Eu ainda conseguia pensar e manter meus olhos abertos, mesmo parecendo fechados de tão escuros que estavam. E meu fantasma estava ali .. ele se chamava ciúme. O pior monstro que alimentara meus desejos inertemente caídos e contemplados pelo calor e pelo frio das sombras. O silêncio era o mesmo, e apenas podia sentir o mundo rodando, e a música que se formara quando meus gritos ecoaram dentro das paredes que sustentavam o meu corpo. E já não havia lágrimas, pois apenas meu coração estava inundado pela dor. Eu amei mais que amei minha própria vida, pois já não havia vida. E eu preciso de você para viver.

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