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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Meus pesadelos .. quem sabe, meus medos.

Quando deitei para dormir esta noite, as folhas do orvalho tocaram minha janela e eu levantei. A escuridão era inerte aos meus sentidos e eu tive a imensa vontade de perguntar o porquê do escuro amedrontar tanto. O tempo correu sobre meus olhos, os contemplou , e baterem em meu rosto. Alimentaram meus medos e meus sentimentos eternos. A lua estava ali, com a única luz perante á escuridão, e eu me senti no caminho mais pavoroso e mais difícil, o mais pavoroso e o mais inusitado. Era o caminho mais diferente talvez, por isso tenha sido o mais louco, e também o mais tranquilo. Meus olhos encontraram de novo o nada. O nada diante de tudo, como se minha vida estivesse parado diante do mundo, e as horas cortado o tempo. Estava ali, o fantasma de todos os meus medos e de todos os pesadelos, como uma pescadora de sonhos eu estava ali diante das monótonas vontades e pavorosos monstros que eu mesma criei. Quando encontrei o vazio, meus olhos cerraram e encontraram a morte, logo depois de encontrar a vida. Quando senti as águas e percebi o contorno dos rios nas margens dos meus pesadelos, e no sussurrar dos gemidos que vinham atrás das montanhas. Atrás dos sonhos pavorosos que estavam ali, diante de meu olhar. Nas cinzas dos restos da minha alma, senti o frio quando as lágrimas tocavam minha pele. Segui buscando o abismo entre minha vida e a minha morte, entre minhas vontades e os meus medos. Quando toda minha vida caiu diante do amor que me deixou, perdi a razão dos sentidos da minha razão, da minha solidão, das minhas verdades que podem ter sido em vão. Sigo buscando o caminho onde meus passos querem encontrar o nada, mesmo já tendo encontrado o vazio. Meus olhos voltam a chorar, já que os medos são maiores que a vontade de enfrenter, já que os braços onde queria me apoiar já não está aqui. E eu volto a chorar, quando a fraqueza consome o tempo que anda restando. Volte aqui! O medo está aqui, e eu tenho medo .. muito medo. Eu vou sempre estar aqui diante deste pesadelo, de mãos dadas com meus sonhos e minhas realidades, quem sabe minhas verdades. E meus olhos voltaram ao meu quarto , quando ouvi o barulho da solidão me chamando para deitar. Fexei a janela tendo encontrado a morte e voltei a dormir, encontrando os pesadelos que antes estavam ali, e chorei novamente, deitada esperando alguém vir me salvar .. talvez quando eu mesma consiga me salvar.

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