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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Estou perdida dentro de mim.


E quando eu acordar me sentirei perdida, já que só sei viver dentro de mim
E minhas mãos percorrerem a tela da minha vida que desapareceu pelo jardim
Então fiz um pacto com o tempo e ele jamais me perdoara
Sentei com o vento e abraçei as suas vestes
Procurei então cada pedaçinho que restara
E encontrei as folhas úmidas e espessas do outono que se seguira
Quando a felicidade resolvou tocar minhas mãos
E me senti tão fraca que resolvi procurar a escuridão
Me perdi dentro de mim, de novo.
Deixe-me continuar perdida, resolver retrucar contra o tempo
Quando ele voltar, virá com a morte
No sentido de coexistir minhas indiferenças, joguei fora o meu medo
Peguei as águas do rio com minhas mãos
Escorreram entre meus dedos como o suor das minhas ilusões
E o silêncio inteligente das mais belas melodias
Sopraram em meus ouvidos, me fazendo cair
Percebi ser o inverno diante de meus passos
E a escuridão diante de meus olhos
Que caem embaixo de meus pés
Retribuem a dor , e a calma de pedir um colo
Meus dedos deslizaram e encontraram a grama sórdida
Caída no jardim, entrelaçada com a luz da lua
E a mais perfeita melodia do silencio voltara a tocar
Cortante e tenebrosa, desesperada a me olhar
E o mundo dando voltas, deixei meu corpo a olhar
Quando o vento ventou com a morte, para me buscar.
Mas eu acreditava ser apenas um conforto, sem dores e sem fragilidades
Mas esqueci que sou frágil e fraca, desesperada e morna
E nem a morte quis me levar
Me surpreendi ao ver que nem eu mesma posso me suportar
Por isso me escondo dentro de mim
Com minhas próprias fantasias, e se algum dia a solidão vier me deixar
Eu proponho sair pela saída.
O desejo fora fatal
E meus gemidos ecoaram em minha face pálida
Resolvi fexar meus olhos e dormir para sempre
Pois volto a dizer
Só me encontro dentro de mim.

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