Eu decidi levantar, tomar um banho e comer. Eu decidi chorar só de dentro, sem transparecer. Eu aprendi que é preciso caminhar. Acalmar o coração. Viver, ou tentar. E se eu sofrer, que seja apenas aqui dentro, não preciso que ninguém sabia, não preciso.
Escreva para fazer sua alma sorrir. Para fazer a sua alma chorar. Escreva para entrar numa realidade que não está ao seu alcance. Transgrida-se a nuvens, poeira e pó, para que o vento possa transformá-la em palavras. Voe e seja livre, como em entrelinhas num papel de asas.
"Não pense que escrevo aqui o meu mais íntimo
segredo, pois há segredos que eu não conto nem a mim mesma. E não é só o último segredo que revelo: há muitos segredinhos primários que eu deixo que se mantenham em enigma." (C.L)
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