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quinta-feira, 29 de março de 2012

Quisera eu (...)

Essa noite vi a lua tão fria; Não soube exatamente o que fazer. Estava tão longe e distante; Me pus a recolher. Minhas asas tão cortadas, emaranhadas de suor. Sem a luz tão brilhante da lua que encontrei nela só. E o medo tão intenso do escuro transformou-me numa perseguidora de abismos escurecidos. Quisera eu retomar o voo de minha vida; Quisera eu transformar o sorriso falso em alegria ; Quisera eu amarrar e deixar a agonia. Mas a lua tão covarde me deixou. " Foi amante, descarada, mal amada" E no meio de todas essas asas, escondida me perco entre as nuvens. Furadas e arrancadas do céu negro da noite. Caí de cima, novamente, em desespero. E a dor das rosas vermelhas me mata derrepente. Perfura a minha parte como nas nuvens aparentes. Pois quisera eu permanecer em silêncio para que os gritos não me engasguem. Quisera eu poder gritar para o silêncio não matar-me. Quisera eu decidir qual meio de sobrevivência seguir para não agoniar-me mais. Transformar meus olhos numa estrada de bem a caminhada. Pedir ao Deus da lua que brilhe novamente para mim. Acabar com esse frio desesperado, inevitável, indispensável. Que faz-me sempre partir. Quisera, então, eu, retirar o vazio em meu peito inconstante, para revoar com minhas asas diante da lua tão, por fim, brilhante. Paisagens escuras retirar e sumir de meus olhos. Acabar com os medos tão cruéis, perduráveis "in"desejos. Para voar entre as nuvens decaídas em meus pés. Transpiro a covardia em minhas mãos e o reflexo em meus olhos sem perdão. Transformam-se em traições criadoras de correntes. Sem amor, sem paixão. Deserto. Agonia, agora, eu imploro para que deixes meu peito.

Um comentário:

  1. Parabéns pelo site! Os textos e o visual são belíssimos.

    Aos pouquinhos, vou comentando seus poemas, ok?

    Grande abraço!

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