Vês os meus olhos? E a minha boca?
Em meu silêncio enxugado
No mal do próprio gozo.
Vês meu sangue empilharado
Na vida que agora virou morte.
Vês os gritos que não saem?
Presente em um pedaço de garganta cortada
Gritando em silêncio aos ventos.
Vês os meus fantasmas?
Criadores de tumores em minha alma
Maltratada! Percusores de meus medos
Tão sensível (...) maltratada, novamente
(...) Deixaram-me em desespero.
Grito aos céus para que tire
De minha alma morta esta noite
A dor dessa agonia que mata-me
e tira-me a vida.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Bruna,
ResponderExcluir"O que vês?" é muito denso e belíssimo. particularmente o início. A imagem do "silêncio enxugado no mal do próprio gozo" faz referência a Éros e Thánatos, Vida e Morte, e dá muita densidade e tragicidade ao texto. Parabéns!
Olá Flávio,
ResponderExcluirAgradeço seu comentário, fico muito feliz. Não sabia dessa referência a Éros e Thánatos, pesquisarei pois fiquei curiosa com esse comentário. Seja bem vindo ao meu blog!