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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Entrelaces.

Na anatomia de nossos corpos, me desmancho em teus braços; Viro uma só diante do teu corpo; No teu calor; No beijo; Em teu abraço. Na noite quente molhada de chuva, torno-me você e dou-me a ti; Enrustida de paixão, de desejos e ousadia. Na noite de primavera, não há sol. Na manhã de inverno,não há lua. Tudo tão trivial e tão notável como o andar a caminhada do destino. Mas nesta noite de flores nascendo, a chuva sem trégua nos abraça. Limpa-nos a alma em meio ao nada. Abre-nos os braços diante da vida. O tempo (...) Ah! Esse nos enlaça arrebatando nossos sonhos. Diminuindo nossas dores, transformando nossas realidades. Nossos dedos encontrados entre as mãos; Nossas vidas entrelaçadas sem perdão.

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