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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sem sentido.

Que noite desastrosa. Eu choro entre gemidos incansáveis de pavor. A solidão bate em minha porta com mãos pesadas de medo. Nos sorrisos escondidos entre as marcas feridas, dei-me meu pranto para escutar-me sozinha. Não quero lua; Nem sol; Muito menos estrelas pseudo brilhantes. Não me iludo com estrelas. Porém, o pior me iludindo com a lua me tornando lunática e esquizofrênica com uma luz que se quer, existe. Tenho plena consciência de minha louca loucura. Nas mãos do vento, me pego. Prendo-me entre teus braços inúteis e choro. Um choro manso, como todas as vezes. Num clamor desesperado, desespero-me com minhas próprias palavras e até, minha respiração que não aguento mais ouvir. Ah, se eu pudesse nascer de novo. Talvez, (re)inventaria minha vida mais uma vez. Se eu pudesse me deixar voar, pediria pela ausência de ser humano e viveria nas nuvens. Morreria entre mortes que nem se quer eu saberia. Numa louca descompensação, clamaria pelo nome de alguém.Inútil como achar que tenho em minhas mãos o certo- errado. Nada de nada, sobre nada e começo a ficar ainda mais louca. Em meus olhos fechados de medo, meu coração dói. Dói com ardências profundas que nem sei porquê. Você sabe, coração. Não é você que sente minhas dores, minhas tristezas e alegrias.

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