sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Sonho.
Ele estava deitado sobre a cama. Sentado, ele também estava fora. E eu, podia ver tudo e sentir a sua vontade de gritar. Ele não sabia o que fazer. Havia uma, duas, três e mais alguns dos seus amigos, pai, mãe, irmãos. O sorriso desaparecido caminhava entre seu rosto pálido, frio, imaturo. Choravam com gritos em meio a ele, completamente deitado. Sentado, em cima da janela, lá estava ele. Debaixo de suas costas, algo grande. Seus olhos esbugalhados criando surpresas e lágrimas apareciam sem parar; Asas enormes apareciam negras como a noite. E pela lua foi, gritando, chorando, tentando abrir suas asas que volta e meia o fazia cair por entre janelas que lhe eram dada. Eu o via e ele queria ajuda. Como? Eu tentei escrever ... alguns versos que não lembro quais. Escrevi em suas asas negras com meus dedos vazios. Alguns poemas vazios que me faziam chorar. Chorei, chorei tanto com ele. Eu vi, todos choravam e eu sem poder, se quer, ajudar. Escrevi mais. Tentei pegar o computador, um lápis, um papel. Mas eu não consegui, meus dedos não encostavam nas coisas. Aonde eu estava? Também vi asas, minhas costas não existiam. Meus dedos transparentes, tentavam pegá-lo, segurá-lo. Eu chorava, tão intimidamente que meus olhos desapareciam entre meu rosto grande, inchado. Queria acordar. Queria meus versos, poemas e prosas. Meus contos, minha crônicas. Queria acordar, escrever. Acordei.
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