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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Minha alma viva.

Tenho que escrever, mas isso me dá as vezes frio, com tanto medo que prefiro nem tentar. Eu preciso encontrar a solidão e os caminhos imersos que insistem em cortar o perdão da minha alma. É frio e quente, submerso diante de meus olhares e de minha carne. Me conheça, então olhe através de meus olhos, ou além deles, pois o frio da vazio está dentro da minha carne estilhaçada, pois corre sangue em minhas palavras, em minhas veias e em meu coração. O mundo se rendeu a mim, e eu me rendi ao mundo .. me rendi ao pecado da carne, ao frio da solidão. Percebi que estava perdida diante do meu caminho, onde as folhas secas do orvalho atrapalhavam minha vista. Se eu disesse que sei quem sou, estaria mentindo. Ainda percorrei tantos sertões e subirei tantas muralhas que a fragilidade de meus pensamentos se elevarão á morte. Sombrio e quente inesperadamente. Se pegar o que realmente me interessou, ficaria minha vida inteira revivendo passados inertes ao que eu realmente sou. E então, eu ainda não sei o que eu sou, nem o que eu deixei para trás, como se existisse eu e epenas eu tentando contornar o meu futuro. Ser bobo a ponto de contornar o meu futuro e vivenciar o meu passado com a ponto do lápis em meu papel, e quanto mais escrevo mais sangue derramo de meus olhos, que se penduram em minha escuridão e na fragilidade de meu corpo. Minhas opiniões movem o mundo, ou pelo menos o meu mundo, e ser louca o bastante para abastecer a minha loucura é complicado .. complicado a ponto de gastar as palavras que consomem meu interior e se colocam para fora, em poços sem fundo , em gargalhadas de uma vida moral dentro de requisitos que para todos pode ser imoral. Eu vivo! Eu vivo para que eu possa encontrar a felicidade de viver, pois a morte me espera todos os dias, e a vejo diante de minha cama sombria e nula. É inesperado e inusitado pensar no que realmente importa, mas quer saber? Nada importa. Viver e ser julgada não pertence mais a mim, pois o sorriso emana de minha boca quando eu ando em meu jardim, ou sob a luz do meu luar. Já que a lua diz mais que minha própria boca, meus defeitos tomam conta de meu corpo e meus olhos dizem o que eu nunca conseguiria ser capaz de dizer. Pois viver é um desatino da natureza, é o cárcere da minha imaginação, é a dor que pulsa dentro das veias .. é a verdade em forma de solidão. Digam a mim que a loucura me espera. A loucura de viver. Eu quero liberdade, e encontro o vazio dentro de mim, assim com o passar do tempo eu posso dizer .. preciso beber o sangue da minha alma viva.

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