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quinta-feira, 29 de julho de 2010

A noite sem você.

Nos devaneios mais arrepiantes que posso sentir, o frio que bate quando estou longe de teu corpo é terrivelmente insuportável. Nas tempestades da noite, em que me sinto tão só sem você. Imaginando os frutos que caem da árvore medonho na qual sento para tentar escrever algo relacionado ao meu amor por ti. O tempo anda frio, meu corpo congelado e meu coração quente procurando teu corpo. Vazios e cansados sobre minhas mãos que tentam alcançar as paredes da minha imaginação, penetrando nas palavras os sentidos de coexistir as diferenças do amor e da paixão que penetram em minha alma e transbordam o meu coração de calor. O calor que só vem da tua alma. O calor que só sinto com tua alma perto da minha. Imensas tempestades de agonia ao pairar o ar frio da noite, quando meu corpo descansado ao olhar pela janela, chama, clama, grita teu nome. A tranquilidade de saber que mesmo estando um pouco que seja longe, encontra-se dentro do mais profundo do meu coração, e que eu, encontro-me dentro do teu. O tempo decorrendo e corroendo a noite escura plantada no inverno da solidão, e a imensa dor da saudade. O terrível silêncio sendo esculpido pelo calar dos grilos, o intacto do teto invisível que as folhas faziam se transformando em altas muralhas para minha dor. Nas lágrimas, no choro incontrolável da minha alma. E meus olhos te chamam, te gritam, te clamam, te desejam em minha cama. Tão escuro sem você e caloroso nos teus braços. Mas eu tenho você, e sem teu corpo tudo pede a magnitude e a simplicidade do que se pode chamar de amor. No mais violento pesar da nossa inocência diante da vida, eu prometo segurar a tua mão e atravessar o pavoroso véu do abismo irreverênciado e covarde que tenta nos puxar para o vale da escuridão. O calor em teus braços me puxam para o céu estrelado, e sentindo a tua falta eu durmo sabendo que o amanhã será ao teu lado, contornando os lábios nos meus, acariciando meu corpo, e beijando meus olhos com seus olhares.

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