Nas páginas em branco. Pinto com palavras em papel
Uma pureza antes enlaçada. Num movimento sinuoso de véu
Num papel desdobrado.
Dobrado; Emaranhado
Molhado; Encarcerado
Dançam as palavras num azul resplandescente do céu
Como um grito de socorro. Uma sede imbebível
Uma fome grandiosa. De prazer. Desconhecido.
Sinto falta de escrever.
Escrever não só para escrever. Achar grandes palavras.
Para sobreviver. Para achar-me dentro de mim
O que não acho se falar. Se gritar. Se me ouvir.
Eu escrevo. Sim! Eu escrevo.
Como grito. Como vivo. Como morro
Pois mais morro do que vivo
Mais transgrido do que ouço.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
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