Foi como achar-me. Sim. Achar-me. Descobrir meu mais íntimo segredo. Desvendar os mistérios mais secretos que pulsam em minhas artérias desde que entrei neste plano. Assim. Achei-me em teu sorriso. Achei-me em teus olhos. Tão inconfundível e fiel. Forte a ponto de mover montanhas. Minhas montanhas. Acabar com a dor de uma alma a esmo do frio. Do vento. Do sabor da ilusão. Do amargo da dor. Despi meus olhos e irriguei-os com teu olhar. Encontrei tua inteira alma enlaçada com a minha. Parece assim, viver e amadurecer em corpos diferentes. Viajar entre corpos celestes e se encontrar, assim, olhar ao olhar. Um sonho talvez, vindo de outras vidas ou de outros caminhos diferentes. Tão diferentes que no final se cruzaram e permaneceram ali. O sangue coagulado preso em bolhas esmagou-se em minhas mãos, e, entre meus dedos descobri o teu sangue misturado ao meu. Em espasmódico e ilustres movimentos, lhe encontrei. Assim, perfeita. Para então eu lhe amar. Minha alma em sintonia com a tua, presa a invólucros, presas a garras. Assim. Nosso destino quem sabe se encontrou entre caminhos tão tortos e sem volta. Não. Pois não há volta. Agora, não há como voltar em um caminho traçado com tuas manhas, teu olhar, teu sorriso. Como a milénios,como a décadas, como em vidas passadas. Pois acredito que, nossa alma anda entrelaçada desde tempos que não existia essa liberdade para amar. Acredite em mim ... já estava escrito.
Maktub
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
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