A vida escolheu-me. Para chorar
Tão e bem manso; Quando um dia amadurecer
Eis aí o meu descanso.
Eu vivi como a última gota; Caí num orvalho qualquer
Sob as luzes avermelhadas, num grande encanto
De uma morte, num lugar, grande despojado.
Numa maré.
Queiras a vida, como bailam as sinfonias pelo ar
Como sinto o cheiro do verde entre a florestas
Nas cascatas, na limpidez do grande mar.
Num grito se esconderas.. óh ceus uivantes
A lucidez disfarçando a loucura. Uma alma assim
Sem encanto.
Entre os ramos das flores, num vél incandescente
Pediste - a vida - que encorajasse minha alma
Porém, estás inerte. Morrendo, descendo na cascata.
No silêncio dentro de mim; o Uivo da natureza
Atrás do cume das montanhas; Onde o vento levou-me embora
Com grande sutileza.
Que belas palavras, a vida encarregou-me
Agora não sei onde ando. Não sei que fim levou-me
Num cárcere de alguns olhares. Olhei-me. Vi-me.
Fi-la um calabouço. A minha alma sem fartura
Ficou ali, morta.
Quem dera vida, que me escolhesses
Para dar-me a alegria.
Uma esperança tola.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário