
Agarrada ao travesseiro, choro; Um choro de menina perdida, desesperada. Ao olhar do teto entre a escuridão das paredes que parecem engulir-me,e das trevas da incompriendível solidão. Tinha em mim uma lágrima de medo e uma grande dor. De volta a posição fetal. Um emaranhado de pesadelos entre a luz e o vazio. Senti afogar-me de vez no mar da minha dor e por um instante renunciar minha vida. Perdoe-me jovem alegria. Resta em mim as cinzas cristalizadas de pavor. Deixe-me grande águia, pois já não tenho tamanha fé para defender-me de minhas asas cortadas e perdidas. Deixe-me com o fantasmas do silêncio que restou.

Nenhum comentário:
Postar um comentário