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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sombrios fantasmas.

Escuto as vozes, o ar, a poeira. Trago em meus olhos a sombra de um luar. A sombra de um sorriso estranho. Sorriso qual não faz parte dos sons autocriados em mim. Num orvalho decaído, num verso invisível, num destino sem caminho. Encontro. Vejo a mim. Em grandes gotas cristalinas vejo petrificado e todo o meu sangue, e todo meu mundo cristalizado. Nunca ninguém os viu, mas vi físicos, corpo e alma, aterrorizando minha mente. Vista quase em uma tristeza isolada dona do mundo, meus fantasmas. Frios abraços entre cinzas em contorno, já não posso ver os ponteiros do relógio, nesse contorno, friamente divinal. O domínio sobre todo desfolhar das flores feitas do néctar que preciso supor voltar a sentir. Porém, desatou-se , tão fantasmas que na fantasia tomaram a realidade trazida de mim. Carentes de luz roubaste o brilho da lua, pavorosa dominadora de minha carne sombria vazia, vazia sombria. Deixei revelar meu corpo, anestesiado pelas fantasias puxadas pelo resto de sorriso sombrio jogado ao mar.

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