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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Noite fria.

Fechei meus olhos quando abracei meus braços com minhas próprias mãos. Algo está errado, ainda não sei. Eu abro os olhos mas anda escuro Eu grito, mas não me ouvem. Eu escrevo; Escrevo linhas erradas e contorcidas de pavor. Escrevi sem sair de entrelinhas de terror. Sem rimas nem poesias, o vazio me espera. Para contorcer os meus olhos, a minha carne, a minha pele. Nenhuma dúvida tão hostil derruba tanto os meus ombros, que caem sob os meus pés que antes, voavam; Ah, voava para o nada. Para o nada contituído de tudo. Esvaziado de sentidos. Preponderante; Intransigente este destino. De sonhos mal fundados, extasiados por palavras sem sentido. Consciente e inconsciente se esbarram por aí, alucinando as realidades que aqui em frente estavam, sem nada, nada que me fizesse desistir. Não quero momentos de êxtase sem prazer do saber sem dúvida; Nossa! Nem sei o que eu estou escrevendo. Não sei se estou no lugar certo, nem mais ainda o que fazer. Está escuro, queria luz. A lua, pobrezinha, nem cheia está. Deve está assim, como a mim, vazia, pequena. Se eu gritar, só esta noite? Posso? Você me abraça por trás e diz que tudo está bem? Porque, hoje, não me ouvem meu amor. Você sim, eu sei. Então, neste errado travestido de certo, eu te darei as cartas. Neste bem e mal sem conceito, eu me dou à vida. Não tão bem nem tão mal, inristido de desejos, de amor, de ódio e de raiva, eu enlouqueço. Revestida de poeira e pó da felicidade que protege simultaneamente os meus medos, fazendo-os acharem que não estão aqui. Por isso, me abrace; Esta noite não estou afim de dançar com a solidão. Não estou afim de doar lágrimas ao vento. Estou afim de você, da lua pequena, vazia e sem brilho desta noite. Estou afim do teu amor sem dúvidas e preceitos. O vazio da espera, deixo-a - ou tento- pela manhã. Estou noite estou afim de abrir os olhos e encontras as tuas mãos.

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