
Eu só queria entender e nessas palavras mal ditas eu desenho pedaços coloridos de palavras no papel de uma vida. Não de tanta negação transformado em talvez. Quantos tal e alguma vez. Na dor (...) de dormir inconsciente, de doar consciente. De amar; amar encantado com a belesa do mar. De saudade; Saudade de amar (...) de amarrar. Amar de amor encabulado em cima da cama, debaixo da mesa, atrás do armário. Saudade que não existe em outro lugar. Em inglês, francês nada há. Na américa, no sul, no norte tudo cheio, de palavras escritas com a pá e sendo lavrada por aí. E aqui, não entendo o que dizer. Nada de escrever, só fechar os olhos e amar. Dizer (...) Desesperado de esperar, de (des) esperar. Recuperar de esperar e descobrir de (des) nudar. Palavras nuas sem vergonha, pulando entre pontos, embebidas de alcóol e cigarros seguros entre os dedos de segurar. Imaginar a palavra que me cabe entre a imagem que imagino sem perdão. E perdão do que não há, perder. E no chorar, desenhar em linhas lágrimas de chuva. De choro, soluço pedinte de sol. E nessas palavras juntas por outras, sem sentido por fora e mergulhada de emoção .. de pavor, de garra, de grito, de berros, de força .. AAH! Palavras de grito que saem escritas e entre meus olhos acalma a minha alma lunática vinda da lua. Sem ar, respiro tentando ler, reeler as letras desenhadas em símbolos dando significados e guardando a alma de coisas em si por aí. Ah ... preciso chorar um pouquinho no papel. Essas letras desenhadas amarguradas redigidas por máquinas ditadas como em ditaduras de almas vazias. No papel, a tinha em ritmos próprios arrancando suspiros inusitados. Eu paro no tempo ... e volto tudo outra vez, sem saber o que deixei ali escrito. Deixe livre as letras presas em gaiolas
cibernéticas e me dê papel e caneta.
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