domingo, 28 de outubro de 2012
Sentidos.
A chuva bate á janela; Grita, toca, aclama. O vento geme; Incontrolável e volútil por entre nas frechas da fechadura. Meu corpo cai sobre a escrivaninha de madeira envelhecida, rangendo com os gemidos do vento. Tudo tão clichê quanto linhas tortas sendo traçadas pelo destino. Nos pequenos pedaços de grãos de chuva, meu corpo se embebeda; Criando expectativas irracionais. Peço ao vento destino que não grite em meus ouvidos pois adormeço em sonhos criados por ele. Escondo em mim, sinuosos pedaços em esconderijos secretos, simples e completos. Em meu corpo nu, protegido pelo inverno, não clamo por claridade. Em meus olhos lacrimejados imploro pela lua. O que tu és,então? Oculta entre o tão negro céu. Escondida pelo teto que cobre-me. Em crises acalmadas, linhas do meu destino são escritas no céu e no inferno. E no grito desesperado, o vento beija os meus lábios para que minha boca fale. Apenas falhe diante de meus sentidos.
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